visAvis

quase nem

às vezes nuvens

quase sempre peixes

vêm dormir no meu olhar

 

algumas vezes vêm luzes,

outras tantas talvez não

 

quase sempre velhos monges

com seus hábitos e refrões

 

quase sempre chegam,

simplesmente vêm e ferem

seus espelhos milenares

talvez num sábado, ou pela manhã

todavia certamente ainda neste mês

 

um hino arremedando os ecos dos sinos

no silvo das trompas, no bafo gelado

dos uivos que os ventos voaçantes

extravasam sem cessar,

a sete oitavas

do silêncio

 

 ou isso, ou

 às vezes

 nem.



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