LuzazuL

a nave

a nave, ao que parece,

vem de ir

ao mar. de ir e vir.

 

nela velam os ecos penúltimos

das aves petrificadas,

nela sucumbe o assombro

                 das procelas,

                       o açoite

               continuum do vento,

                                nela

              se enfuna, confusa, a noite. 

 

a nave, contudo, afeita ao mar,

enfia-se entre as ondas

no ato cego de prosseguir.

 

nela urgem polegadas de espuma,

fendida pela quilha que se afunda

em direção a invisitadas ilhas,

 

onde haja portos e, certamente,

os seus respectivos descansos.


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